Narcoestado, narcoterrorismo com crime organizado: Brasil

José Raimundo
4 Min Leitura

*Por Túlio Ribeiro

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O parlamentar municipal do PT Senival Moura, atualmente em seu quinto mandato na Câmara de São Paulo, e tinha sido incluído na lista de condenados à morte pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) em 2020 sob suspeita de ter participado do desvio de R$ 15 milhões da facção em uma estrutura de’ caixa 2′ inserida em companhia de transporte coletivo dominada pela facção para fins de lavagem de dinheiro.
Entretanto nas apurações do Ministério Público e da Polícia Civil caminhavam para determinação que o parlamentar teria sido poupado, não por ausência de envolvimento, mas pelo capital político e influência institucional exercida pelo cargo, considerados estratégicos à manutenção e eventual facilitação de repasses e contratos ligados ao sistema de transporte público.Afinal que pediu para salvar ele? O seu poder político?
Ele foi detido pela polícia na quinta-feira (26). Na argumentação da defesa, verbalizou ter recebido a notícia da prisão com surpresa “sobretudo porque foi determinada em momento sensível, diante da aproximação do período eleitoral”. A defesa disse ainda que ele não trabalha mais com a empresa investigada. O diretório municipal do PT afirmou que o partido “não compactua com o crime organizado”.
As investigações apontam profunda infiltração do crime organizado no setor, mostra que o braço direito do vereador foi executado em 2020 após a deliberação do chamado “tribunal do crime” da facção. O petista teria sido preservado pela utilidade política e capacidade de articulação com a máquina pública, o tornando figura central em uma investigação que deu origem à Operação Última Parada.

A execução de seu braço direito há seis anos, segundo a polícia, teria acontecido com a conivência do vereador, que sempre negou envolvimento. A trajetória de Senival Moura envolveria desde a sentença de morte à posição de controlador de uma empresa a serviço do PCC, que movimentou mais de R$ 300 milhões em contratos públicos em 2025. Esse foi o fio de uma investigação sobre a infiltração do crime organizado no transporte coletivo da maior cidade do país e de relações com membros de partidos políticos.
“Não é uma novidade as organizações criminosas se aproximando e se infiltrando em todos os setores da economia, do mercado e da política. Estamos pouco ou quase nada preparados para combater à altura”, alerta o sociólogo, especialista em segurança pública, Marcelo Almeida para Uol.
O parlamentar municipal tinha proximidade política com ex-prefeito fernando Haddad e Lula da Silva por fazer parte de um quadro histórico do PT . Ele montou a companhia de ônibus Transunião, colocou o partido no debate político da infiltração do crime organizado.
O diretório municipal do PT em São Paulo afirmou neste 27 de junho que o vereador Senival Moura pediu afastamento do partido. Indubitavelmente pelo tamanho financeiro do PCC e do CV, seu comando de território que se alarga se mensurar a influência em seu em tornoe quantidade de empresas operando, especialmente no setor de combustível, farmaceutico e distribuição de mercadorias roubadas para o comércio, somados a comprovações que estão dentro do poder público do Estado, reforça que a classificação de terroristas é mais que indefensável.

FOTO: TÚLIO RIBEIRO

Colunista da Gazeta Hoje
Economista
Pós-graduação em História Contemporânea
Mestre em História Social
Doutor em Política para Desenvolvimento Estratégico (Geopolítica)

Auto do livro, O Caso Venezuelano(2016), e co-autor outros dois livros: A Integração da América Latina (Voume 1 e 2 – 2013-2014)

 

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