Médicos clínicos atendem no lugar de psiquiátrico em São Cristóvão

José Raimundo
4 Min Leitura

Uma reivindicação antiga dos moradores da cidade de São Cristóvão volta à tona. É que nas unidades de saúde do município não tem médicos psiquiátricos e são substituidos por profissionais que não são da área. A denúncia é do Ativista Shalom, que há anos luta para que esse vácuo seja preenchido. A reportagem da Gazeta esteve no Centro de Especialidade Lurdes Vieira de Araujo, no Conjunto Eduardo Gomes e constatou que, realmente, não existe o profissional.
De acordo com as informações obtida no local, apenas psicólogos, Ginecologistas e outros, menos psiquiátricos. O atendimento nesta unidade é encaminhamento de médicos. O que existe, realmente, nesta unidade um pouco a mais é Raio X.
O Ativista Shalom contou que a Prefeitura de São Cristóvão contrata médicos residentes para substituir o profissional da área, o que está totalmente errado, pondo em risco a saúde do paciente, uma vez que esse tipo de patologia, como outras, exige um grau de conhecimento de causa, o que não acontece com esses profissionais.
PSICOSSOCIAL
Veja a versão da coordenação psicossocial. “venho por meio deste informar que os nossos profissionais que atuam são especialistas em psiquiatria. Não possuem o RQE, sendo assim, eles não podem se intitular psiquiáticos. No entanto, em diálogo com a assistente social do CAPS, a mesma informou que até o momento não tiveram negativas acerca da liberação do passe. Sugiro que se possível busque o serviço do CAPS João Bebe Água para maiores esclarecimentos”. ATT, Stefanie
E ainda: ” Informo que na receita enviada, o médico que atua no CAPS João Bebe àgua, não estará com o carimbo de Psiquiatria, uma vez que o mesmo não possui o registro de qualificação de especialista como exigido pelo Conselho Federal de Medicina”.
CONTRATAÇÃO
Nas últimas entrevistas dadas por setores da Prefeitura de São Cristóvão, dão conta de que está impossível contratar o profissional da área. Segundo as informações, o mercado esta escasso. Contudo, o Shalom fala que a Prefeitura oferece salário insignificante aos médicos e, nenhum dele quer se deslocar para o município para ganhar um valor que não condiz com a sua realidade.
“O problema da Prefeitura é que ela não dá prioridade a saúde. A preocupação do prefeito é favorecer outras áreas, deixando o mais importante de lado”, comenta o Ativista, que não se cansa de denunciar as mazelas na saúde pública de São Cristóvão, uma vez que o povo paga seus impostos para ter um atendimento nas unidades de boa qualidade e no municipio não tem.
A última psiquiatra que atuava no município foi a médica Juvanda Chagas Cruz, que tinha como secretária de saúde Mônica Gois, na gestão da prefeita Rivanda Farias, há 9 anos. “A doutora foi demitida injustamente pela prefeita”, conta o Ativista Shalom, que é muito respeitado no município, por defender a causa da saúde mental.

Por Raimundo Feitosa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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