Lula gastou mais 21 milhões nas redes para defender o governo, diante resiliente avaliação negativa em pesquisas

José Raimundo
3 Min Leitura

*Por Túlio Ribeiro

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Apesar do levantamento mais recente da Datafolha mostrar avaliação positiva do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve leve melhora, divulgada nesta sexta-feira (22/5) e sábado (23/5). Mesmo assim, o saldo continua em nível negativo.

Na coleta de dados, 32% avaliam como ótima ou boa a gestão petista, enquanto 38% veem como ruim ou péssima. Outros 28% classificam o governo como regular. Mirando último levantamento, divulgado na semana passada, a avaliação positiva era de 30%, enquanto a negativa era de 39%. A oscilação ocorre dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais. A pesquisa ouviu 2.004 eleitores de 139 municípios entre quarta-feira (20/5) e quinta-feira (21/5). O nível de confiança é de 95%.

A ascenção do índice de aprovação do governo acontece após Lula anunciar um pacote de bondades que injetou mais de R$ 113 bilhões em programas e ações. Na lista, há ações com acenos diretos à população, como o Desenrola 2.0, para refinanciamento de dívidas, e outras, voltadas a empresários, como financiamento para renovação de frotas de caminhões e ônibus.

Esta foi a primeira rodada do instituto realizada integralmente após a publicação da reportagem do “The Intercept Brasil” sobre os pedidos de R$ 164 milhões feitos por Flávio Bolsonaro (PL) a Daniel Vorcaro para suposto patrocínio da produção do filme “Dark Horse”.

Neste contexto de resiliente reprovação, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva gastou até meados de maio R$ 21 milhões em anúncios no Instagram e no Facebook para divulgar investimentos em Estados e programas que possam servir de chamariz em ano eleitoral.

O valor é quase o dobro dos R$ 11,45 milhões desembolsados no mesmo período de 2025. Procurada, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) ainda não se manifestou.

Apuração está na biblioteca de anúncios da Meta, dona das duas redes sociais. De acordo com o calendário eleitoral estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral, o governo tem até 4 de julho para fazer publicidades de programas, obras, serviços e campanhas.

TÚLIO RIBEIRO
Economista
Pós-graduação em História Contemporânea
Mestre em História Social
Doutor em Política para Desenvolvimento Estratégico (Geopolítica)

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