*Por Túlio Ribeiro
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Flávio Bolsonaro diz que pediu ‘categoricamente ’ a Trump para não taxar empresas brasileiras. O pré-candidato à presidência usou nesta terça-feira, 2, um trecho de uma entrevista à Itatiaia para comentar a sinalização dos EUA de uma tarifa de 25% a produtos brasileiros. “Eu pedi expressamente nas três reuniões que tivemos com Trump, Vance e Rúbio: não taxem as empresas brasileiras”, diz o senador (PL-RJ) na gravação. “Porque eu disse o seguinte: a partir de 2027 vocês vão ter um governo que vai sentar aqui com vocês, vai negociar de igual para igual”, continua. A postagem de Flávio responde a críticas de aliados de Lula, que veem na visita do político à Casa Branca um dos motivos para a sinalização do governo Trump de taxar o Brasil.
O pedido teria sido feito durante a sua viagem a Washington D.C., onde se encontrou com o republicano.
Neste contexto,o escritório do representante comercial dos Estados Unidos decidiu impor novas tarifas a produtos brasileiros de até 25%, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
“Eu pedi expressamente, nas duas reuniões que nós tivemos com o presidente Trump, com o vice-presidente JD Vance, com o secretário de Estado Marco Rubio. Eu pedi expressamente: não taxem as empresas brasileiras. É um pedido que eu fiz expresso a eles”, disse Flávio em entrevista à Rádio Itatiaia.
“Eu disse o seguinte: a partir de 2027, vocês vão ter um governo que vai sentar aqui com vocês, vai negociar de igual para igual, porque o nosso agro alimenta o mundo. Então, não é justo taxar as nossas empresas”, prosseguiu o senador.
Diante da situação do Brasil em perda territórios e avanço do narcotráfico sobre a economia forma, bemcomo negociações de Flávio e Trump, o governo americano decidiu equiparar as facções criminosas PCC e CV como grupos terroristas.
As intermediações de Flávio na Casa Branca tiveram grande ajuda de seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, e do jornalista Paulo Figueiredo, presentes no encontro.
A decisão, no entanto, ainda vai para análise na Corte americana, esperando o parecer de defesa das autoridades brasileiras quanto à implementação do “tarifaço”.
As autoridades brasileiras têm até o dia 6 de junho para levar as alegações que condenam as determinações.
Diante das representações, o governo de Donald Trump irá decidir se toma as medidas com o governo brasileiro.
A conclusão formal do governo e legislativo sobre as medidas deve ser tomada até o dia 15 de julho.

TÚLIO RIBEIRO
Economista
Pós-graduação em História Contemporânea
Mestre em História Social
Doutor em Política para Desenvolvimento Estratégico (Geopolítica)