A gratidão é um gesto positivo para toda a humanidade. É com ela que as portas se abrem para aqueles que, verdadeiramente, reconhece um subsídio do outro. Esta é uma lei do retorno, que atinge a todos, sem rodeio. O aluno deve ser grato ao seu mestre até o fim, a menos que, o que o professor ensinou, saia da rota dos ensinamentos dele próprio. Mesmo assim, este aprendiz deve ser grato, ainda que não siga o seu instrutor. Estou falando do Senador Cleitinho Azevedo ( Republicano)
O senador foi entrevistado há uma semana, em Aracaju, por uma rádio na capital sergipana e disse que, o candidato que o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro indicar, ele ainda vai analisar, se vota ou não. Quando perguntado pelo radialista Luiz Carlos Focca, se for Eduardo Bolsonaro filho do ex-presidente, Cleitinho foi categórico: “Não voto”.
Prosseguindo com a entrevista, o senador falou que, “se for outro candidato, ainda vou avaliar. O meu compromisso e gratidão é com Bolsonaro, muito menos com sua família” e acrescentou: já paguei a gratidão. O parlamentar deixou bem claro que não tem qualquer reconhecimento do que Bolsonaro fez por ele.
Cleitinho confessor que, “hoje eu sou senador da República graças a Bolsonaro. Foi ele que me ligou e abriu vaga no partido para eu me candidatar”. Diante disso, o senador, realmente, conta que o Bolsonaro foi importante na hora em que ele mais precisou na política.
NEGATIVA
Algumas pessoas ligadas ao bolsonarismo em Sergipe acharam isso um absurdo por parte do senador, claro que ele tem todo o direito de se posicionar. Para as pessoas da direita, Cleitinho está sendo ingrato. Tem o que tem hoje, graças ao Bolsonaro. Alguns foram mais radicais e disseram que Cleitinho deve ser substituído por alguém que tenha, realmente, gratidão com as pessoas e, principalmente, na política.
Alguns comentaristas políticos, jornalistas, radialistas, nas redes sociais, ficaram surpreso com a fala do senador. “Acho que Cleitinho deve rever suas posições. A direita tem que se unir e não ficar fazendo o jogo da esquerda”, opinam.
Por Raimundo Feitosa, jornalista diplomado e editor-chefe da Gazeta Hoje