*Por Túlio Ribeiro
O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, está com pneumonia e recebendo tratamento em uma unidade de terapia intensiva, informou um hospital da capital, Brasília, nesta sexta-feira.
Mais cedo, o filho mais velho de Bolsonaro, Flávio, disse nas redes sociais que seu pai estava sendo transferido da prisão para o hospital após acordar com calafrios e vômitos.
“Peço orações para que não seja nada sério”, escreveu Flávio. Ele já declarou que se candidataria à presidência este ano, e pesquisas recentes mostram ele e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva praticamente empatados.
Jair Bolsonaro, de 70 anos, cumpre pena de 27 anos por tentativa de golpe de Estado,o que é contestado segundo pesquisas de opnião, após ter sido condenado no ano passado por um painel de ministros do Supremo Tribunal Federal.
Ele foi internado no hospital após apresentar febre alta, baixa oxigenação, sudorese e calafrios, informou o Hospital DF Star em um comunicado. Os exames confirmaram broncopneumonia, um tipo de pneumonia.
“Ele está atualmente internado na unidade de terapia intensiva, recebendo antibióticos intravenosos e suporte clínico não invasivo”, disse o hospital.
Bolsonaro foi hospitalizado diversas vezes desde que foi esfaqueado em um evento de campanha antes da eleição presidencial de 2018.
Em janeiro, a polícia o escoltou até o mesmo hospital para fazer exames cerebrais depois que ele caiu da cama.
O hospital DF Star informou em boletim médico que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi internado na manhã desta sexta-feira, 13, com “quadro de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios”. Segundo os médicos, os exames confirmaram “broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa”, ou seja, uma infecção bacteriana nos dois pulmões, causada pela entrada de líquido do estômago ou da boca nas vias respiratórias.
Segundo o boletim, Bolsonaro “no momento encontra-se internado em unidade de terapia intensiva, em tratamento com antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo”. A nota foi assinada pelo cardiologista do ex-presidente, Brasil Caiado, pelo coordenador da UTI geral, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior, e pelo diretor geral do hospital, Allisson Barcelos Borges.
O médico Brasil Caiado disse a jornalistas na saída do hospital que essa foi a “maior pneumonia que Bolsonaro já teve”. Segundo o Caiado, depois de receber dois antibióticos, o ex-presidente teve uma pequena melhora, mas segue reclamando de enjoo, dor de cabeça e dores musculares.
Após a internação, seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) visitou o hospital e afirmou que o ex-presidente estava “consciente e lúcido, mas com voz fraca e abatida. Segundo Flávio, “nunca houve tanto líquido no pulmão dele. Líquido que veio da broncoaspiração, do seu estômago”, disse aos jornalistas na saída do hospital.
Segundo Flávio, a água dos pulmões de Bolsonaro é oriunda do estômago, por causa dos soluços frequentes que o ex-presidente apresenta. “Isso pode se alastrar para uma grande infecção”, disse o senador.
“Estão brincando com a vida do meu pai”, disse Flávio. O senador pede que Bolsonaro volte para prisão domiciliar para ter “cuidado permanente da família, cuidado técnico de enfermagem e um ambiente melhor”.
O advogado de Bolsonaro Paulo Cunha Bueno também reforçou o pedido para que o ex-presidente volte para a prisão domiciliar. “A defesa tem insistido reiteradamente na necessidade da transferência do Presidente para a custódia domiciliar, diante de um quadro de saúde que demanda cuidados e precauções que jamais poderão ser dispensadas em qualquer estabelecimento prisional, por melhores condições que apresente”, diz o advogado em nota publicada no X (antigo Twitter).
No dia 5 de março a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para confirmar a decisão de manter o ex-presidente na prisão. A defesa de Bolsonaro havia solicitado sua transferência para a prisão domiciliar alegando que a Papudinha não tem estrutura suficiente para os atendimentos médicos necessários.
No requerimento da defesa, os advogados Celso Sanchez Vilardi, Paulo Amador da Cunha Bueno e Daniel Bettamio Tesser afirmam que o ex-presidente apresenta um “quadro de doenças crônicas múltiplas, sequelas cirúrgicas relevantes e alterações funcionais”, que, segundo a defesa, justificam a concessão do benefício.
ão, Bolsonaro “tem recebido grande quantidade de visitas de deputados federais, senadores, governadores e outras figuras públicas, comprovando a intensa atividade política, o que corrobora os atestados médicos no sentido de sua boa condição de saúde física e mental”.
