Cleitinho Azevedo pede desculpas à família Bolsonaro

José Raimundo
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O livro mais vendido do mundo ainda é a Bíblia Sagrada. Ela é um guia para nossa caminhada aqui na terra. O livro sagrado, embora você não acredite, e isso não faz diferença, na verdade, seus inscritos é o retrato de nossas vidas e modelo a se seguir. Dito isto, me refiro ao senador por Minas Gerais, Cleitinho Azevedo, que, numa entrevista em Aracaju, no Estado de Sergipe, disse que já pagou ao ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, toda a sua dívida, porque, foi através do capitão que Cleitinho está onde está.

Na sua fala, disse que, “se Bolsonaro indicar um sucesso, ainda vou analisar se voto ou não. Com relação a Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, foi categórico, “nesse eu não voto” e acrescentou: “meu compromisso é com o pai e não com seus filhos”.

Depois desta entrevista, o senador foi esquecido por seus apoiadores, que são de direita e cristãos. Perdeu seguidores e recebeu nas suas redes sociais o repúdio por sua fala em Sergipe. De pronto, Cleitinho, que defende as pautas da direita e dá um bom exemplo no Senado, veio a público e pediu desculpas.

“Quem não tiver pecado que atire a primeira pedra. Peço desculpas a família Bolsonaro. Me expressei mal. Queria dizer uma coisa e saiu outra. O verdadeiro homem é aquele que reconhece os seus erros. Como verdureiro, humilde, aprendi com meu pai a ser dessa forma, se errar, reparar o dano”, comenta o senador no plenário do Senado.

Para sergipanos, a fala de Cleitinho deixou uma “puga” atrás da orelha e, inconfiável, se o senador está mesmo com Jair Bolsonaro. Em algumas capitais do país, pessoas entenderam que o senador nada tem a ver com a direita e, “está onde lhe for conveniente”. A prova disso foi o repúdio da população.

Muitos acham que Cleitinho queria dizer aquilo mesmo. Porém, quando viu a repercussão negativa voltou atrás e pediu desculpas. O senador agiu, realmente, com o coração. No livro da Bíblia, Novo Testamento, Mateus 12:34 diz que “a boca fala do que o coração está cheio”, indicando que, o que uma pessoa verbaliza reflete seus pensamentos, sentimentos e o que ela cultiva internamente.

Por Raimundo Feitosa, jornalista diplomado e editor-chefe da Gazeta Hoje

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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