O Centro de Atenção Psicossocial (Caps) em Rosa Elze, no município de São Cristóvão, completou na última terça-feira (7), 20 anos de existência. Com um atendimento precário, a população só tem a lamentar a falta de um profissional qualificado para atender essa gente, principal função da Unidade de Saúde. O primeiro usuário do Caps João Bebe Água, Shalom, Ativista Comunitário, contou que não tem de comemorar, porque o atendimento é ruim, não pelos funcionários, que atendem muito bem, mas, pelo gestor de plantão.
O Caps foi construído na administração do saudoso Zezinho da Everest. Os primeiros psicólogos e psiquiatras a atenderem e tratar a cada patologia mental dos pacientes foram; Luiz Fernando Moura, Alziro Neto, este ainda exerce a função, visto que é concursado. O primeiro paciente a ter o privilégio de inaugurar a unidade de saúde foi o Shalom. “Parabenizo a toda equipe técnica e aos usuários que frequentam essa unidade”, reconhece o Ativista.
GARGALO
O maior problema enfrentado pelos usuários do sistema diz respeito a falta de um psiquiatra para atender ao povo. O Shalom conta que o grupo da atual administração, passou mais de oito anos e não resolveu o problema. “O prefeito Júlio Nascimento fala que falta profissional no mercado, porém, eu digo que a Prefeitura não oferece um salário digno ao médico, portanto, fica difícil e quase impossível um psiquiatra se deslocar do seu habitar para vir ao Caps ganhar um valor insignificante”, esclarece o Ativista, sugerindo que o prefeito enxugue a máquina administrativa e ofereça um provento digno ao profissional. Aí sim, encontra fácil um psiquiatra para supri essa lacuna.
Raimundo Feitosa, jornalista diplomado e editor-chefe da Gazeta Hoje