Brasil cresce menos que o mundo com Lula, relata FMI

José Raimundo
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Nesta terça (14), o Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou que a economia brasileira crescerá menos que a média mundial em 2025 e em 2026, de acordo com a nova revisão. Embora a previsão seja a segunda mais otimista deste ano, passando de 2,3% para 2,4%, ficará abaixo da mediana esperada para o resto do mundo, de 3,2%.

Os dados provêm da análise do relatório Perspectiva Econômica Mundial, o mesmo deve ocorrer em 2026, em que o PIB do país deve crescer apenas 1,9%, enquanto a média mundial será de 3,1%. O FMI afirma que o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos produtos brasileiros será um dos motivos deste crescimento menor.

“A estimativa para 2026 foi revisada para baixo, em parte devido à maior alíquota tarifária sobre as exportações do país para os Estados Unidos”, escreveu o órgão no relatório.

Na seara global, o Fundo Monetário Internacional aumentou sua previsão de crescimento global para 2025 nesta terça-feira já que os choques tarifários e as condições financeiras se mostraram mais benignos do que o esperado, mas alertou que uma nova guerra comercial entre Estados Unidos e China pode reduzir a produção significativamente.

Ainda sobre o tema, o FMI disse em seu relatório Perspectiva Econômica Global que acordos comerciais recentes entre os EUA e algumas das principais economias evitaram o pior das tarifas ameaçadas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, com pouca retaliação, o que motivou sua segunda revisão para cima do crescimento desde abril.

O Fundo agora prevê um crescimento real do PIB global de 3,2% em 2025, acima da previsão de julho de 3,0% e também da estimativa de 2,8% de abril, após Trump impor tarifas “recíprocas” globais e uma escalada de retaliação com a China. A previsão é de um crescimento global de 3,1% em 2026, inalterado em relação a julho.

Por Túlio Ribeiro

 

 

 

 

 

 

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