Brasil salvo por uma jogada

José Raimundo
3 Min Leitura

*Por Túlio Ribeiro
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A elegância na área técnica não foi suficiente para que Carlo Ancelotti tivesse uma estreia dos sonhos como técnico em uma Copa do Mundo: seu Brasil empatou em 1 a 1 com o Marrocos neste sábado, na primeira aparição de ambas as equipes na América do Norte em 2026.
Após conquistar tudo no comando de clubes, Carletto fracassou com os Leões do Atlas, a grande revelação do Catar 2022, e precisou ser resgatado por um ex-jogador seu do Real Madrid, Vinícius Jr.
O atacante do Real Madrid evitou um vexame para a Seleção no MetLife Stadium, em East Rutherford, nos arredores de Nova York, ao empatar a partida aos 32 minutos com um belo chute de pé direito que foi indefensável para Yassine Bounou.
Seu gol trouxe um grito de alívio aos milhares de torcedores brasileiros que lotaram os 80.663 assentos do estádio que sediará a final em 19 de julho, incluindo o ex-astro do futebol americano Tom Brady e os campeões mundiais Romário, Bebeto, Cafu e Dunga.
Os africanos silenciaram a casa do New York Giants e do New York Jets, da NFL, com um gol de chute por cobertura de Ismael Saibari (21′).
O gol do meio-campista do PSV Eindhoven foi a abertura ideal para o único jogo da fase de grupos entre duas equipes classificadas no Top 10 da FIFA, com os sul-americanos em sexto lugar e os africanos em sétimo.

Um recorde agridoce para ‘Carletto’
Carletto, vestido com terno azul, colete e gravata, comandou sua primeira partida da Copa do Mundo em pleno verão americano, após uma carreira notável como técnico de gigantes como Real Madrid, Bayern de Munique e Milan.
Nos Estados Unidos, onde o país do futebol conquistou seu quarto título mundial em 1994, ele também se tornou, aos 67 anos, o primeiro estrangeiro a liderar os compatriotas de Pelé no maior evento do futebol.
O italiano, inseparável de seu famoso chiclete, escalou onze jogadores que nunca haviam atuado juntos, assim como fizera nas doze partidas anteriores em que comandou a Canarinha, devido às múltiplas lesões de seus jogadores.
Como ele alertou em março, a posição mais vulnerável era a dos laterais, uma área enfraquecida depois que Wesley, o único lateral com potencial ofensivo, se lesionou e teve que ser retirado do elenco.

TÚLIO RIBEIRO
Economista
Pós-graduação em História Contemporânea
Mestre em História Social
Doutor em Política para Desenvolvimento Estratégico (Geopolítica

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