Lula se mostra triste e abatido pela classificação pelos EUA do PCC e CV como terroristas

José Raimundo
3 Min Leitura

*Por Túlio Ribeiro

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Mostrando tristeza, abatimento e decepção, o presidente Lula afirmou, nesta sexta-feira, 29, abordou a determinação do governo Trump de considerar Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

A declaração se passou  durante participação do chefe do Poder Executivo em uma cerimônia sobre investimentos da Petrobras em Sergipe.

“Estou muito triste hoje, com a notícia de que o Secretário dos Estados Unidos, da América do Norte, um tal de Marco Rubio disse que os nossos criminosos aqui são terroristas e que os americanos podem fazer intervenção”, declarou o petista.

Lula, depois de usar de ironia tentando desqualificar Marco Rubio  ainda classificou a medida como uma intervenção desnecessária e cobrou do governo dos Estados Unidos a extradição do ex-deputado federal Alexandre Ramagem, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.Marco Antonio Rubio é um dos maiores asserores  políticos de Trump além  de advogado americano, membro do Partido Republicano que atualmente serve como o Secretário de Estado dos Estados Unidos. Exerceu o cargo de senador júnior pela Flórida de janeiro de 2011 até janeiro de 2025.

“Estou muito triste hoje, com a notícia de que o secretário dos Estados Unidos da América do Norte, um tal de Marco Rubio, disse que os nossos criminosos aqui são terroristas e que os americanos podem fazer intervenção”.

“Vamos começar entregando o Ramagem que está escondido lá. Começar entregando o maior contrabandista de combustíveis do país, o Ricardo Magro – que é dono da Refi -, a PF e a Receita apreenderam 250 milhões de reais de combustível que eles estão contrabandeando e ele está morando em Miami. Eu entreguei para o Trump o nome dele e a fotografia da casa dele. Quer combater o crime organizado, me entregue os nossos que estão lá nos Estados Unidos”, declarou o petista.

E bradou:

“Não aceitamos ser tratados como moleques. Não aceitamos ser tratados como se fôssemos uma republiqueta.”

A Secretaria de Comunicação do governo federal soltou uma declaração criticando a postura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao articular essa possível intervenção do governo dos Estados Unidos no Brasil.

“O Brasil é uma nação soberana que tem travado combate permanente contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e as demais facções e milícias que praticam o terrorismo nos territórios em que vivem milhões de famílias. Enfrentar essas organizações criminosas com firmeza é, e continuará sendo, prioridade do Estado brasileiro”, afirma a nota.

TÚLIO RIBEIRO
Economista
Pós-graduação em História Contemporânea
Mestre em História Social
Doutor em Política para Desenvolvimento Estratégico (Geopolítica)

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