Ancelotti vira exemplo para Caiado

José Raimundo
4 Min Leitura

Texto: O Antagonista

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Ronaldo Caiado deixou o governo de Goiás neste ano com quase 90% de aprovação, um número impressionante na era das redes sociais, na qual todo mundo pode falar e as críticas se multiplicam.

Durante entrevista ao Papo Antagonista exibida na última sexta-feira, 22, Caiado deu mais uma demonstração do preparo para ocupar o cargo de presidente depois de ter sido governador, senador e deputado, além de já ter concorrido à Presidência da República, em 1989. Mas, mesmo com uma pré-campanha na rua desde 2024, seu nome não ultrapassa 5% das intenções de voto nas pesquisas.

O ex-governador é mais um político experiente e testado espremido entre lulismo e bolsonarismo, que já deixaram pelo caminho Geraldo Alckmin, Henrique Meirelles, Simone Tebet e outros candidatos que ousaram se apresentar como opção entre os dois polos políticos do Brasil.

Na entrevista ao Papo Antagonista, Caiado se apresentou como a alternativa com moral para governar, algo que Lula já demonstrou não ter em seu terceiro mandato, e que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) já indica não ter mesmo antes de passar pela primeira eleição majoritária.

Ancelotti

E o ex-governador mencionou Carlo Ancelotti, o treinador italiano da Seleção brasileira, como modelo de gestão quando questionado sobre sua avaliação da convocação de Neymar Jr.

Para o pré-candidato do PSD, o protagonista dessa história não é o atacante do Santos:

“Esse Ancelotti é um craque. Você já pensou bem se esse cara aí não tivesse convocado o Neymar? Ia ficar esse tititi para lá o tempo todo. Veja bem a sabedoria do cara. Se ele vai botar ele no campo para jogar ou não, ele vai decidir lá dentro. Ele está com o comando do processo todo na mão. Não vai ficar brigando com aqueles que são a favor da convocação. É pacificar o Brasil.”

Ancelotti é conhecido, de fato, por esse caráter frio na hora de gerir o grupo. Ele explica o método no livro Liderança Tranquila (Editora Grande Área), no qual conta que se inspira em Vito Corleone, o poderoso chefão de Mario Puzo e Coppola, e diz que prefere liderar pelo exemplo.

“Então, quando eu falo que eu vou anistiar, é para acabar com isso”, acrescentou o ex-governador, que aposta na anistia a Jair Bolsonaro e os condenados do 8 de janeiro para que o país consiga enfim olhar para a frente após o vandalismo na Praça dos Três Poderes em 2023.

“Esse cara é um craque, ele não entrou nessa discussão. ‘Olha, isso aí é secundário para mim. Deixa eu trazer para cá, fico no comando. Eu vou decidir aqui, a opinião vai ser minha, eu que decido quem eu ponho em campo’. Assim tem que ser um presidente da República, ele que decide quem ele vai botar em campo. É isso aí, ele acertou, e não é por que é a favor ou contra. Veja a noção de gerenciar uma crise que ele tem, isso é ter noção macro do problema”, analisou Caiado, para quem os problemas de interferência do Supremo Tribunal Federal (STF) na política vão se resolver quando Congresso Nacional e Presidência da República tiverem condição moral de impor suas decisões.

 

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