O Lula está governando só para quem o visitava na cadeia”, Paulinho da Força pula do barco lulista

José Raimundo
3 Min Leitura

*Por Túlio Ribeiro

Siga: @gazetahoje

As declarações de Paulinho da Força (Solidariedade) refletem um momento de forte rompimento com a articulação política do governo Lula. O deputado critica o que chama de “isolamento” do Palácio do Planalto e a falta de abertura para o diálogo com setores do centro.

Paulinho afirma que Lula está governando apenas para um círculo restrito, citando especificamente quem o visitou na prisão. Rompimento: O deputado declarou explicitamente que não apoiará mais o governo. Impacto Eleitoral: Ele vincula o crescimento de figuras como Flávio Bolsonaro à insistência de Lula em pautas que não geram consenso.

Essa fala ocorre em um período de tensão entre o Executivo e o Legislativo, onde parlamentares de partidos médios reclamam da demora na liberação de emendas e da centralização de decisões. Frente Ampla: O Solidariedade fez parte da coalizão que elegeu Lula, e o afastamento de Paulinho sinaliza uma fragmentação na base aliada que se dizia “frente ampla”.

Especificamente o deputado federal Paulinho da Força criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um vídeo divulgado nas redes sociais após a derrota da indicação de Jorge Messias.

Na gravação, o parlamentar afirmou que o resultado teve forte componente político, citando a falta de diálogo do governo com o Congresso e o cenário eleitoral. Segundo ele, o crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas também teria influenciado o ambiente político.

“Teve muito de política, a subida do Flávio Bolsonaro nas pesquisas e a insistência do Lula com falta de diálogo”, declarou.

Durante o vídeo, Paulinho da Força indicou um possível rompimento com o governo federal. O deputado afirmou que não pretende mais apoiar o presidente. “Eu apoiei o Lula, não vou apoiar mais”, disse.O parlamentar também fez críticas à condução política do governo, afirmando que a gestão estaria voltada a um grupo restrito de aliados.“O Lula está governando só para quem o visitava na cadeia, nem para o PT”, completou.

A rejeição da indicação de Jorge Messias é vista como um revés político relevante para o Palácio do Planalto. O episódio ocorre em meio a desafios na articulação política do governo com o Congresso Nacional.

A fala de Paulinho da Força reforça o clima de insatisfação entre parlamentares e pode indicar dificuldades adicionais para a base governista em votações futuras. Na verdade a rejeição alta de Lula da Silva e a possível derrota nas eleições faz ‘efeito manada’ de debandada do governo. Lula cada vez mais está restrito a baixa aprovação e sem forças pra virar o jogo e voltar a liderança nas pesquisas.

Compartilhe este artigo