Pedido da PF para investigar Lulinha dará novo fôlego à CPMI do INSS em 2026

José Raimundo
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Após encerrar os trabalhos em 2025, a CPMI do INSS deve ganhar novo impulso político em 2026 após a Polícia Federal (PF) informar ao Supremo Tribunal Federal (STF) que vai investigar a relação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, um dos principais investigados no roubo dos aposentados.

Para o relator da comissão, Alfredo Gaspar (União-AL), os fatos recentes reforçam que o Congresso tem a obrigação institucional de aprofundar as apurações sobre o esquema bilionário de descontos ilegais em aposentadorias e pensões.

A nova frente de investigação não se refere diretamente à autoria das fraudes no INSS, mas à suspeita de que Lulinha possa ter mantido relação empresarial com Antunes e com a empresária Roberta Luchsinger. Lulinha não é investigado pelas irregularidades na Previdência. Segundo a Polícia Federal, o objetivo é apurar se o filho do presidente atuou como “sócio oculto” em negócios ligados ao grupo investigado, a partir de materiais já coletados na operação.

“O fato é gravíssimo: o filho do presidente da República mantém relacionamento com o maior operador do roubo dos aposentados e pensionistas do Brasil. Era amizade desinteressada? De jeito nenhum; eram interesses financeiros mútuos”, afirmou Gaspar.

A reportagem procurou a Polícia Federal e o advogado Marco Aurélio de Carvalho, que defendia Lulinha, para se pronunciarem oficialmente sobre a apuração, mas não obteve retorno. Ao jornal O Estado de S. Paulo, Carvalho afirmou que o filho do presidente “nunca teve relação direta ou indireta com o INSS” e classificou as citações como “ilações”.

Por Ana Carolina Curvello (Gazeta do Povo)

 

 

 

 

 

 

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