Impasse de chapa na Bahia com eminente derrota do PT

José Raimundo
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O senador Otto Alencar, presidente do PSD na Bahia, disse publicamente que vive um momento político sensível à frente do partido diante da formação da chapa majoritária do governador Jerônimo Rodrigues (PT). O parlamentar afirmou que se sente pressionado pela necessidade de defender os interesses da sigla, mas sem romper relações com o PT na Bahia.

A declaração foi dada durante a cerimônia de posse da nova Mesa Diretora do Tribunal de Contas do Estado (TCE), em entrevista ao portal Política Livre. Ele também afirmou que não iniciou diálogos diretos sobre o tema ao comentar a disputa que envolve os nomes de Rui Costa e Jaques Wagner, do PT, além do senador Angelo Coronel, do PSD.

Otto declarou também que a definição da chapa não pode ser restrita a uma única sigla, citando a aliança com PT, PCdoB, PSB e outros partidos que integram a base do governo estadual. “Todos precisam ser ouvidos, não só o PSD. Os partidos aliados também precisam ser ouvidos”, disse.

Otto destacou seu alinhamento com o projeto político liderado pelo PT na Bahia e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Eu nunca descorei desse projeto. Sempre fui aliado, sempre fui decisivo […] Não tenho como ter discurso para dizer que vou tomar uma posição contra o projeto do Lula. Isso macularia a minha história de 15 anos de aliança com Wagner, com Rui, com Jerônimo e com Lula”, declarou.

Lula e Alencar

Ele ainda lembrou que fez oposição aos governos Michel Temer e Jair Bolsonaro: “Eu nunca tive a fraqueza de pegar na mão de Bolsonaro”.

Contudo, ele ressaltou que precisa defender o PSD e a posição do partido na chapa, incluindo a possibilidade de reeleição de Angelo Coronel ao Senado. “Nós defendemos que, como todos podem ter reeleição, os senadores também podem ter”.

Neste sentido, o senador reconheceu o impasse que enfrenta. “A minha situação é, digamos assim, um pouco delicada também.”, afirmou. Médico de formação, Otto recorreu a uma metáfora para explicar o momento: “Sempre operei quando tinha diagnóstico. Agora, na política, eu estou sem diagnóstico. Se eu não tenho diagnóstico, não posso dar o tratamento”.

Por Túlio Ribeiro

 

 

 

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