Flávio da Direita afirma que Valmir não é oposição em Sergipe e Fábio Mitidieri é de centro-esquerda

José Raimundo
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Continua a repercussão negativa sobre a fala do senador Cleitinho Azevedo, quando disse que não vota em Eduardo Bolsonaro, caso o deputado seja pré-candidato a presidência da República. Na opinião do Flávio da Direita, o senador deve se preocupar com a politica do seu Estado (Minas Gerais) e não ressaltar o também senador por Sergipe, Alessandro Vieira que, para o pessoal de direita de Sergipe, Alessandro é um traidor. “Alguém que é autor da PL da censura, recentemente votou da MP 303 que é da taxação de novos impostos. Então, Alessandro tem um histórico péssimo para o público da direita no Estado. Pode ter sido uma estratégia, ou não, do radialista, porém foi errado, tentar validar o nome do Alessandro Vieira utilizando o nome do Cleitinho”, comenta Flávio, acrescentando que, além de Cleitinho se “queimar” com sua fala, ainda Alessandro também saiu péssimo e o Brasil agora sabe quem é o senador por Sergipe.

Sobre o PL em Sergipe, que está na liderança do deputado federal Rodrigo Valadares, Flávio contou que não houve traição por parte do Rodrigo, como alguns sinuam. Contou que, informações dão conta de que o partido foi oferecido ao prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho, que não aceitou. Já havia uma intenção do partido nacionalmente em afastar o Edvan Amorim. “Tenho gratidão por Edvan, ele me acolheu na minha candidatura passada, para vereador por Aracaju”, disse Flávio.

– Se a intenção de Bolsonaro era de colocar Rodrigo como presidente estadual do PL, então, é seguir o caminho que a nacional determinou e, vamos aguardar os próximos passos determinado pelo deputado. Não vejo isso como uma traição, mas, como um movimento político determinado de cima para baixo – comenta Flávio.

Flávio disse que precisa haver uma aproximação maior de Valmir e da prefeita de Aracaju, Emília Correia com o Bolsonaro. “Sinto muita falta e, já falei publicamente sobre isso, porque, Emília gravou vídeo com Bolsonaro e até então ela não mostrou gratidão ao ex-presidente e,  – solidariedade neste momento que Bolsonaro está passando – preso em casa, sem usar redes sociais – Depois da cobrança, a prefeita se manifestou em entrevista dizendo que achava errado essa condenação do Bolsonaro”, pondera Flávio da Direita.

ADMINISTRAÇÃO DA EMÍLIA CORREIA

Com relação a Câmara de Vereadores, quando um extrema esquerda é líder da prefeita, Flávio esclareceu que, se faz necessário porque, a direita elegeu apenas dois parlamentares:

Lucio Flávio e Moema Valadares. Diante disso, é necessário para ter governabilidade. “Existe determinados princípios e valores que qualquer pessoa de direita não deve abrir mão. Agora existe incoerência, em ter secretarias comandadas por pessoas que são declaradamente ante Bolsonaro. Um exemplo é a secretária de comunicação da prefeitura Gleice Queiroz, que é de esquerda, ante Bolsonarista e que defende a prisão injusta das pessoas do 8 de janeiro. Isso é um contrassenso sendo que Emília foi eleita pelo PL”, completa Flávio.

Sobre administração da Emília, Flávio contou que ela tem avançado no transporte público, mas, precisa melhorar e só o tempo é quem vai dizer. Ela precisa dar exemplo para novas futuras administrações da direita em Sergipe. Sobre Ricardo Marques, Flávio informou que o vice prefeito é mais de esquerda, e, pode ser que haja um conflito neste sentido, como também outras posições políticas que Marques almeja galgar.

CANDIDATURAS

– Meu candidato a presidente da República é Bolsonaro ou então Eduardo Bolsonaro. Caso o capitão não possa concorrer, quem ele indicar eu voto. Estes “benefícios” que Lula está fazendo já não mais convence ao povo. Sua popularidade hoje é de 40% com rejeição de mais de 50%. A conscientização na politica na classe média é enorme. Aqui em Sergipe estamos fazendo um trabalho de construir uma oposição. Isso passa por geração de emprego, por segurança pública. Precisa haver um amadurecimento da direita em Sergipe, para um projeto de consistência – comenta Flávio.

Flávio da Direita não acredita que Valmir de Francisquinho seja oposição em Sergipe porque, alguém que se juntou ao petista Rogério Carvalho não tem como representar a oposição aqui no Estado. “Para o Governo, acho que a gente tem que construir uma oposição e de direita. O governador de Sergipe, Fábio Mitidieri é de centro-esquerda. Tanto Emília como Valmir de Francisquinho não representam a direita, somente Rodrigo Valadares, pré-candidato a senador”, finaliza Flávio da Direita.

Por Raimundo Feitosa, jornalista diplomado e editor-chefe da Gazeta Hoje

 

 

 

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