Será o sincericídio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última sexta-feira, 24, na Indonésia, que “Traficantes são vítimas dos usuários”, superaram as verbalizações desconexas da ex-presidente Dilma Rousseff, inesquecível saudação a mandioca e estoquista de vento.
Lula não sabia onde estava nem sequer conseguiu esconder o que pensa, pois a frase foi segundo sua lógica e está bem inserida no discurso que faz sua linha. Num país que pune com a morte um traficante pego pela Justiça, Lula desautorizou a luta das milhares de vítimas fatais anuais decorrentes do tráfico de drogas no Brasil, bem como o sofrimento de familiares e amigos – e os próprios viciados – colhidos por essa verdadeira chaga social.
Mesmo com sua dificuldade de dar entrevistas e discursar, Dilma jamais ousou vitimizar um traficante e condenar um drogado em, digamos, solo tão hostil. Além do mais, suas frases desconexas soavam quase inocentes, tamanha dissonância com os fatos e a realidade. Embora tenha herdeiros na família: O vereador de Belo Horizonte Pedro Rousseff (PT), sobrinho da ex-presidente Dilma Rousseff, disse, em postagem na rede social X desta terça-feira (14), que “Quem ACABOU com a GUERRA em Gaza chama-se LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA! (sic.).” O presidente Lula (PT) não teve qualquer envolvimento no acordo de paz entre Hamas e Israel. Como embasamento, ele simula uma equação matemática: “Trump AJUDOU a financiar a GUERRA = Lula FEZ O ACORDO pela PAZ! (sic.)”. Além disso, citou uma fala de Lula: “O mundo precisa GASTAR dinheiro não com ARMAS. Sim com COMIDA para MATAR A FOME de MILHÕES de pessoas. (sic.)” O vereador terminou agradecendo a Lula.
Lula, historicamente, como o PT e sua visão geral, são recorrentes em passar pano para infratores. Um menor roubou um celular? Coitado, precisa de acolhimento. Um ladrão foi preso em flagrante? Culpa da sociedade capitalista. Um estuprador é seviciado na prisão? Merece ser tratado com dignidade.
Importante perceber que, enquanto crítica às democracias, adula ditaduras. Enquanto crítica aos policiais, clama por direitos humanos a criminosos. Mas inverter os papéis, como fez ontem, foi exagerado até para os padrões lulopetistas. Tanto é que quase se desculpou, mas acabou sendo quem sempre foi e elogiou a si mesmo.
Lula pensa isso mesmo, se não fosse sua abordagem diante de sua história até poderia considerar ter sido uma fala truncada, traída pela mente de um senhor de 80 anos e cansado por estar do outro lado do mundo. Porém, repito, Lula sempre pensou assim. O PT sempre pensou assim. Seus camaradas sempre pensaram assim.
Impossível a oposição ao lulopetismo insira isto na disputa eleitoral eleitoralmente o episódio, o sincericídio é tão claro que, refletirá já nas pesquisas de opinião próximas. Será significativo a ponto de fazer Lula retomar a tendência de desaprovação, verificada por meses antes da alopragem do seu camisa 10, Eduardo Bolsonaro? Talvez. Pois é um fato realmente significativo. outro fator é o fracasso da reunião com presidente Donald Trump, Lula não pode mais usar que não há negociação. depois de dois encontros nada mudou e o estadunidense ainda declarou na frente do brasileiro que gostava mesmo de Bolsonaro e lamentava o que ele está passando. Lula quase não cabia na poltrona de tanto aborrecimento.
Por Túlio Ribeiro