Brasil é o 8º país sucetível a fome na América do Sul preso ao assistencialismo

José Raimundo
3 Min Leitura

A realidade chega mostrando o longo caminho a pecorrer. Brasil ocupa a 8ª posição entre os países da América do Sul mais afetados pela fome, segundo o GHI (Índice Global da Fome) divulgado pela Welthungerhilfe e pela Concern Worldwide – organizações internacionais de combate à fome. O relatório de 2025 mostra que o índice brasileiro subiu de 5,4 para 6,4 pontos desde 2016, o que ainda mantém o país na categoria de “fome baixa”, mas indica piora no desempenho.  A Bolívia lidera o ranking regional, com 14,6 pontos, e está classificada na categoria de “fome moderada”. Trindade e Tobago (11) e Equador (10,9) completam as 3 primeiras posições entre os países com piores índices da região.

O GHI avalia a situação alimentar mundial com base em quatro indicadores: desnutrição calórica, atraso no crescimento infantil, baixo peso para a altura e mortalidade infantil. A pontuação combina esses fatores, permitindo comparar a gravidade da fome entre países e regiões.

Em uma perspectiva histórica, o Brasil registrava 11,6 pontos no GHI nos anos 2000, caiu para 5,4 em 2016 e, atualmente, apresenta 6,4. Esse avanço no índice está diretamente relacionado à saída do país do Mapa da Fome da ONU após três anos, com a média trienal 2022/2023/2024 abaixo de 2,5% da população em risco de subnutrição — critério que identifica países onde mais de 2,5% das pessoas enfrentam subalimentação grave.

O indicador, elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), considera a proporção de pessoas sem acesso regular a alimentos suficientes e saudáveis, levando em conta produção, consumo e distribuição calórica.

O Brasil havia retornado ao Mapa da Fome no triênio 2019-2021, depois de ter saído em 2014. Hoje, a prevalência de subnutrição é inferior a 2,5%, enquanto a insegurança alimentar grave atinge 3,4% da população e a moderada, 13,5%. Embora cerca de 8,4 milhões de brasileiros tenham enfrentado fome recentemente, os números indicam melhora em relação aos anos anteriores.

Embora as políticas assistencialistas tenham ajudado esta situação menos negativa, ela não promove o crescimento do emprego real. Ou seja, não leva quem recebe o bolsa família a ter um emprego fixo e crescimento profissional, além das dificuldades para empreendedorismo. Assim, o Brasil está preso numa ãncora, onde recursos mínimos impede a morte, mas é incapaz de crescer e realmente suas estruturas de trabalho como os gigantes asiáticos que investem na ocupação efetiva e não em programas insuficientes e pontuais com linha eleitoreira.

Por Túlio Ribeiro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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