PCdoB declara apoio ao regime que persegue comunistas

José Raimundo
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O Partido Comunista do Brasil sempre teve um discurso pelas causas inclusivas, direitos humanos, diversidade e principalmente a luta de classes na defesa dos trabalhadores. A cumplicidade é demasiadamente larga, tanto que se chamam de ‘camaradas’, no sentido de irmandade e reciprocidade entre componentes do partido. São integrantes da Internacional Socialista, uma união mundial de partidos com a mesma linha ideológica.

Posto isso, a atitude do partido nos convida a esquecer suas premissas, pois um camarada não apoia a perseguição e matança de outros iguais, especialmente no caso de trabalhadores. O PCdoB fez uma declaração de apoio ao regime ditatorial que fraudou as eleições de julho de 2024, com Celso Amorim voltando sem as atas da votação, tendo centenas de presos políticos, alguns mortos, e que chefia o Cartel dos Sóis, organização criminosa que produz e usa as terras de Simon Bolívar para levar droga aos EUA e México. A determinação passou pela presidenta reeleita agora em 19 de outubro. Luciana Santos, ministra da Ciência, Tecnologia e Inovações do Brasil no governo Lula da Silva. Tendo menos que uma dezena de deputados, conseguir um ministério de peso e recursos não é algo fácil, nem como devolver em agradecimento. Importante destacar o esquecimento na carta da quantidade de barcos com drogas aprendidas e esquecer a citação do uso das terras venezuelanas pelo Cartel dos Sóis. Nem sequer conhecem a existências de presos políticos mundialmente divulgado pela imprensa e organismos de direitos humanos. Recentemente, o PCdoB não viu, Maria Corina Machado ex-deputada ameaçada de prisão por Maduro, líder da oposição e defensora dos direitos humanos no país, ser escolhida Nobel da Paz.

Existe uma parte da realidade que se mostra mais contraditória ainda. O governo ilegítimo e narcotraficante de Nicolás Maduro Moros persegue e prende os comunistas na Venezuela. Este fato é conhecido em toda Venezuela, mas entrei em contato com dirigente do PCV que me relatou as atrocidades de prisão, pressão contra aliados e comunistas nas terras bolivarianas. Os nomes mais perseguidos são do dirigente Oscar Figueras o secretário para assuntos internacionais Hector Rodriguez, que teve de passar um tempo fora do país. Relata a direção do PCV que os trabalhadores comunistas sofrem detenções temporárias por defenderem direitos humanos. Em 2024 seis indivíduos ligados ao PSUV, partido de Maduro, se filiaram ao PCV e em poucas semanas pediram intervenção no partido que caminhava para lançar candidatura própria. O Tribunal Eleitoral acatou o pedido de ingerência e Maduro logrou impedir a candidatura de um comunista.

É difícil presenciar tais atrocidades de um regime e ser apoiado pelo PCdoB que usa o discurso da defesa da democracia. Há poucas semanas da queda de Maduro pela pressão internacional, a verdade logo estará também no Brasil e o PCdoB com seus dirigentes deverão explicar quais as razões de apoiar um ditador que prende seus ‘ camaradas comunistas bolivarianos’. Seria um dos pagamentos aos pedidos de Lula da Silva que deixou de ser um interlocutor da Venezuela para um protetor do regime que transformou o país num narcoestado? Que os comunistas venezuelanos resistam vivos diante da traição de alguns comunistas brasileiros presos apenas aos seus próprios interesses, esquecendo a solidariedade internacional. Afinal, ‘camarada não oprime ou entrega camarada’. Vamos a declaração publicada pelo oficialismo da Venezuela da carta do PCdoB em apoio á Nicolás Maduro e seu regime.

COMUNICADO:

A República Bolivariana da Venezuela tem sofrido uma ofensiva imperialista implacável e criminosa, buscando sufocar sua economia e destruir o processo de transformação social da Revolução Bolivariana, liderada pelo presidente Hugo Chávez e continuada pelo presidente Nicolás Maduro.

Recentemente, essa agressão atingiu um novo patamar, com a presença ameaçadora de navios de guerra em suas águas e a revelação de que o presidente dos EUA autorizou a CIA a empreender ações destinadas a derrubar o presidente legitimamente eleito Nicolás Maduro, em clara violação ao direito internacional e à autodeterminação dos povos.

Por Túlio Ribeiro

 

 

 

 

 

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