Em movimento esperado, Ciro Gomes retornou ao PSDB oficialmente nesta quarta-feira, 22, lançando a ideia de recomeço na política, ainda sem assumir candidatura ao governo do Ceará, que gerou a razão de saída do PDT, depois que ele se alinhou ao PT e está totalmente envolvido na fraude dos aposentados. A sua verbalização vai além do seu estado e fala ao Brasil.

“Pelo Brasil, eu morro. É bem verdade que pelo Ceará eu mato, mas pelo Brasil eu morro e vejam a propaganda oficial, ajudada aqui e ali por uma certa incompetência de uma certa oposição sectária que não entende a complexidade da vida nacional e aperfeiçoa o desastre, a manipulação do sentimento nacional de defesa da soberania nacional, que não é nada da prática de fato defendida, mas que serviu de retórica quando setores da oposição apoiaram a agressão estrangeira como foi feita pelos Estados Unidos contra a economia brasileira”, declarou o ex-governador .
“Pois bem, aproveitando esta inconsequência, nós temos no Brasil um quadro em que tudo está cor-de-rosa e lindo, está tudo maravilhoso, e quem disser o oposto é logo taxado de fascista, de bolsonarista, de direitista, de fascista ou qualquer priquitista ou seja lá o que diabo for. Porque aqui é assim, é desse jeito, é desse jeito que se faz para desqualificar toda e qualquer crítica. Não sou eu que estou falando, não. Não sou eu, é só tentar fazer crítica a esse dispositivo de poder, mas vamos conversar sobre o Brasil, que nós vemos aí nas ruas, vamos conversar”, concluindo.
A principal ideia de Ciro Gomes é nacionalismo produtivo, e finalizar o ciclo clientelista representado pelo PT. Ele tem uma ampla abertura no empresariado e fala diretamente aos trabalhadores, embora sem foco do sindicalismo clientelista que vigora na maioria das unidades estaduais do petismo.
Por Túlio Ribeiro