O que Boulos tem que Márcio Macedo não tem

José Raimundo
3 Min Leitura

O sergipano petista Márcio Macedo sai e entra o paulista Guilherme Boulos na secretaria-geral da presidência da República. É uma aposta do presidente Lula, para tramitar melhor entre os parlamentares, ministros e, principalmente entre os companheiros. Boulos é um articulador e que pode sim, fazer a ponte entre essa gente e o presidente. O novo ministro é do PSOL e pretende ser o único sucessor do petista. Além disso, Boulos tem uma narrativa que pode fazer com que parte da população acredite, mesmo sem base para tal. Márcio Macedo não chega nem 10% dessas agilidades do seu sucessor.

O ex-ministro sergipano fez um vídeo agradecendo ao presidente Lula pela oportunidade e disse que o executivo cumpriu as promessas de campanha. Falou que está saindo porque vai concorrer as eleições próximo ano, não disse a que cargo. Pelo cenário aguerrido da politica atualmente, um discurso fraco, fugindo da realidade, quando, graças a uma imprensa livre e imparcial, a questão da saída de Márcio foi outra: por falta de competência para o cargo, neste momento que Lula precisa de gente destemida. O povo sabe, não adianta manipular.

Na verdade, e, estou aqui para falar em nome dela, porque foi para isso que jurei quando conclui o curso de jornalismo e, acima de tudo, não sou militante e sou livre para exercer com dignidade minha profissão, é que Macedo não atende e nunca atendeu aos anseios do lulupetismo. Boulos é dinâmico e tem uma afinidade com o Supremo Tribunal Federal (STF), através do Psol. É nele que Lula vai apostar todas as fichas.

Guilherme Boulos é a cara do PT e que sua missão é, justamente, dar protagonismo a Lula e buscar construir sua carreira para ser o candidato natural da esquerda em 2030. A base petista de Lula está se distanciando do Planalto. São ministros insatisfeitos com as promessas de campanha que até agora não foram cumpridas. Na prática, vamos aguardar para ver se o Guilherme Boulos vai conseguir atingir os objetivos do petista.

 

Por Raimundo Feitosa, jornalista diplomado e editor-chefe da Gazeta hoje

 

 

Compartilhe este artigo