Brasil fracassa em reunião com Rubio nos EUA

José Raimundo
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Na primeira reunião sobre tarifaço, Rubio esfria otimismo de Lula. Na reunião, ontem, (16), entre o secretário de Estado americano, Marco Rubio, e o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, parece que o primeiro levou a melhor. Enquanto o brasileiro apresentou uma série de possibilidades de cooperação econômica e de concessões, Rubio fez questão de abordar sobretudo os temas políticos, como a perseguição judicial no Brasil, bem como a violação de direitos humanos e da liberdade de expressão.

A cúpula petista já vocifera que a reunião foi boa e benéfica para o país. Porém, até o momento, os americanos permanecem em silêncio. A solução para o tarifaço, desta forma, parece que vai ficar para frente. Oficialmente, o Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou que a reunião entre o secretário de Estado, Marco Rubio, e o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, foi “muito positiva” e serviu para definir os próximos passos nas negociações comerciais entre os dois países. Entretanto, nada mudou para o Brasil, que não conseguiu nem uma data para nova suposta reunião.

Segundo a nota oficial, no encontro, que contou com a presença de Rubio e do representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, Washington e Brasília concordaram em “colaborar e conduzir discussões em múltiplas frentes no futuro imediato” e também em “trabalhar juntos para agendar um encontro entre o presidente Donald Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o mais breve possível”.

A reunião de Vieira e Rubio foi no edifício Eisenhower, um anexo da Casa Branca, sede do Governo norte-americano. A reunião começou às 14h (15h de Brasíl). Durou cerca de uma hora. Vieira viajou aos EUA especialmente para se encontrar com Rubio. O Governo brasileiro busca revogação do tarifaço a produtos brasileiros. Há tarifa adicional de importação de 50% a itens que os EUA compram do Brasil desde 6 de agosto de 2025. O Governo do Brasil também reivindica o fim de sanções a autoridades brasileiras. O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal) que está proibido de realizar operações financeiras nos EUA com base na Lei Magnitsky. A química não era muito forte pelo que parece, pois o ano está acabando sem alteração das sobretaxas especiais para o Brasil, o PIB já mostra inversão de tendência no último semestre.

Por Túlio Ribeiro

 

 

 

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