Os problemas do Brasil se escalam com os estadunidenses, eles colocaram Brasil na penúltima categoria do combate ao tráfico humano. Segundo o Departamento de Estado americano divulgou nesta segunda-feira (29) seu Relatório sobre Tráfico de Pessoas de 2025, no qual classificou países em todo o mundo conforme o atendimento aos preceitos da Lei de Proteção às Vítimas de Tráfico Humano (TVPA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos. Neste contexto o país apareceu na penúltima de quatro categorias, uma espécie de “zona de rebaixamento” do relatório. Destacou ainda que a classificação dos países “não se baseia na dimensão do problema de um país, mas na extensão dos esforços governamentais para atender aos padrões mínimos da TVPA para a eliminação do tráfico de pessoas”.
“Embora o Nível 1 seja a classificação mais alta, isso não significa que um país não tenha problemas de tráfico de pessoas ou que esteja fazendo o suficiente para combater o crime. Em vez disso, uma classificação de Nível 1 indica que um governo se esforçou para resolver o problema, demonstrando progresso anual no combate ao tráfico, atendendo padrões TVPA. O Nível 1 representa uma responsabilidade e não um alívio”, destacou a chancelaria estadunidense.
No nível mais alto, foram incluídos Argentina, Austrália, Canadá, os próprios Estados Unidos, Reino Unido e outros países. Os brasileiros foram colocados na terceira categoria, a Lista de Observação Nível 2, na qual foram elencados países cujos governos não atendem integralmente aos padrões mínimos da TVPA, “mas estão envidando esforços significativos para se adequarem a esses padrões, com certas exceções”.
Declarou o Departamento de Estado que nesses países, “o número estimado de vítimas de formas graves de tráfico humano é muito significativo ou está aumentando significativamente e o país não está tomando medidas concretas proporcionais” ou “não há evidências de esforços crescentes para combater formas graves de tráfico de pessoas em relação ao ano anterior, incluindo o aumento de investigações, processos e condenações por crimes de tráfico, aumento da assistência às vítimas e diminuição de evidências de cumplicidade em formas graves de tráfico por parte de funcionários governamentais”. No nível do Brasil na lista de ‘observação nível 2’, apareceram 24 países, entre eles, África do Sul, Libéria e Nepal. O nível mais baixo, o 3, teve incluídas ditaduras como Afeganistão, Irã, Rússia, Venezuela, Cuba, China, Coreia do Norte e Nicarágua. O governo brasileiro que já sofre com avanço de organizações mafiosas deve esquecer o discurso fácil de soberania e aceitar a realidade da perda de territórios pela sociedade para as facções terroristas, bem como admitir que o tráfico humano é recorrente no país, seja de crianças, mulheres ou desfavorecidos.
Por Tulio Ribeiro