Promotor pede indicativo de lojas que vendem fardas

Categoria: Mais Notícias Escrito por terezinha

farda pmO promotor de Justiça da Promotoria de Justiça do Cidadão Especial no Controle Externo da Atividade Policial, Jarbas Adelino, oficiou o comando da Polícia Militar de Sergipe para realizar um levantamento das lojas e bazares que comercializam fardamentos da PM e do Corpo de Bombeiros. O pedido da Promotoria atende a uma solicitação da Associação dos Militares do Estado de Sergipe (Amese).

O uso de uma farda falsificada da Polícia Militar de Sergipe ganhou destaque mais uma vez após um assalto ao Banco do Brasil localizada no Bairro Coroa do Meio, zona Sul da capital, no dia 11 de agosto passado, que expôs uma deficiência quanto ao controle no uso dos fardamentos utilizados pelas forças de segurança do Estado.

Em ofício enviado ao comando da PM, o promotor Jarbas Adelino, pede     que se proceda um levantamento das lojas e bazares situados na capital sergipana que comercializam fardamentos e materiais de uso exclusivo da PM e do Corpo de Bombeiros. O promotor aguardará a resposta para agendar uma audiência entre os envolvidos. Um acordo firmado em 2007 entre a Polícia Militar e o Ministério Público obriga que as lojas credenciadas para venda destas roupas exijam a identificação do comprador.

O presidente da Associação dos Militares do Estado de Sergipe (Amese), sargento Jorge Vieira, é necessária uma normatização quanto a venda das fardas da PM. Ele destacou que o controle melhorou após o acordo com MPE em 2007, porém o militar diz acreditar que uma lei mais rigorosa normatizará o uso. Ele sugeriu até a implantação de uma tecnologia, como um tipo de chip para um maior controle.

“Antes do termo de ajustamento de conduta (TAC) qualquer pessoa chegava lá e comprava, sem identificação nenhuma. Agora tem que ser policial e se identificar. Diante da tecnologia que temos hoje, o uso de um chip nas fardas poderia ajudar”, sugeriu Vieira. A PM fornece o fardamento aos policiais militares. No caso da Guarda Municipal de Aracaju é concedido o auxílio-farda.

O tenente-coronel Paulo Paiva, chefe da Comunicação da PM, disse que a fiscalização quanto à comercialização das fardas tem sido rigorosa. As lojas cadastradas devem enviar mensalmente ao Comando da Polícia Militar a relação com os nomes dos policiais que adquiriram o fardamento. O chefe da Comunicação da PM fez questão de frisar que a farda utilizada na ação criminosa seria um fardamento falsificado. “O bandido não usou um uniforme da PM, era uma roupa parecida”, salientou. “A identificação (nome do policial) na farda está em amarelo, como era na farda antiga, hoje a identificação é na cor cinza”, alertou.

 

 

 

Fonte:JCnet