Lucio Flavio: “Não acredito que Lula consiga tomar posse”

lucioLucio Flávio, é empresário, publicitário, professor universitário e colunista da área de marketing. Também ativista político de movimentos conservadores e cristãos, apoiador do Presidente Bolsonaro. Falou das manifestações do povo nas ruas, não acredita que o presidente eleito, Luiz Inácio da Silva tome posse. “O país está em clara comoção e não o quer como Presidente. Muitos eleitores e apoiadores do próprio Lula já estão dizendo isto publicamente” Lucio disse que Bolsonaro não foi reeleito porque não houve o cumprimento da Lei que exige contagem pública e materialização do voto. A entrevista foi concedida ao jornalista Raimundo Feitosa.

Gazeta Hoje - Como você vê as manifestações do povo nas ruas?

Lucio Flávio - As manifestações têm sido ordeiras, pacíficas e democráticas e, portanto, legítimas quanto a nossa constituição. Não há nada de anti-democrático ou golpista como tentam rotular estas pessoas. São senhoras de idade, crianças, mulheres, famílias inteiras, que têm reivindicado maior transparência no processo eleitoral. E não há nenhum crime nisto. É direito do cidadão brasileiro e obrigação das autoridades atenderem ao povo. As manifestações estão lindas de se ver. Eles cantam o hino, fazem orações e tocam louvores. Até o lixo eles recolhem. E muitos moradores da região estão participando e apoiando.

GH - Você acha que o futuro congresso pode passar para o Governo Lula, já que a maioria dos parlamentares são de direita?

LF - Eu não acredito que o Lula consiga tomar posse. O país está em clara comoção e não o quer como Presidente. Muitos eleitores e apoiadores do próprio Lula já estão dizendo isto publicamente. Eu não acredito que ele consiga subir a rampa.

GH - O que faltou, na sua opinião, para que Bolsonaro fosse reeleito?

LF -  Pra mim, o que faltou para que ele fosse eleito foi apenas o cumprimento da lei que exige contagem pública e materialização do voto. Tudo isto poderia ser facilmente pacificado se o TSE inserisse uma impressora ao lado da urna para que a população se tranquilizasse. Mas o pedido do povo infelizmente não foi atendido e acabou dando nisto. O TSE não manda na sociedade. Ele está a serviço da sociedade

GH - Por que, então, que muitos votaram nos parlamentares de direita e, para presidente votaram na esquerda?

LF - Eu não vejo assim. Acho que tínhamos um maior número de candidatos ativistas e militantes de direita nestas eleições, diferente das anteriores, e por isto tivemos um maior número desta vez, mas não acredito em alguém que tenha votado no Lula e também tenha votado em um parlamentar de direita. Acho pouco provável, uma raridade.

GH - Em Sergipe, a maioria dos deputados eleitos se diz de direita, como será o governo de Fábio Mitidieri?

LF - Acredito que Fábio terá um governo tranquilo, tendo em vista que, apesar de ter sido oposição ao PT em Sergipe, acabou declarando voto ao Lula. Fábio não é ativista e nem ideológico e por isto eu acredito que ele vai conseguir transitar entre os dois espectros com muita tranquilidade. Acho que não terá uma oposição ferrenha.

GH - Existe uma oposição de direita ao governo de Fábio?

LF - Ele terá oposição, mas não creio que seja uma oposição ideológica, mas partidária ou pragmática. Terá que enfrentar apenas quem não compõe o Governo. Isto diminuirá a tensão na Alese.

GH - Quem será o próximo candidato de direita a disputar a prefeitura de Aracaju?

LF - Boa pergunta. Não faço ideia, mas eu acredito que o Deputado Estadual Rodrigo Valadares, eleito Deputado Federal, possa estar se apresentando mais uma vez para a disputa. Eu ainda estou avaliando todos os cenários. Não me decidi. Ainda é muito cedo. Mas já estou vendo algumas peças se movimentarem no tabuleiro.

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