Cláudio Botafogo Messias-OnLine-18-01-2019-sexta-feira

COM MEDO DA VERDADE, FILHO DE BOLSONARO IMPEDE NO STF INVESTIGAÇÃO

Brasileiros são proibidos pelo STF de saberem sobre transações financeiras suspeitas efetuadas pelo assessor do deputado estadual e senador eleito pelo Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro, filho do presidente da República Jari Messias Bolsonaro.

O País assiste estarrecido a uma decisão do ministro vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, que proíbe as investigações sobre as movimentações financeiras de Fabrício Queiroz, ex-assessor do deputado estadual Flávio Bolsonaro, eleito senador e filho do presidente Jair Messias Bolsonaro. Fabrício movimento mais de um milhão e duzentos mil reais em apenas um ano e por uma estranha coincidências diversos assessores de Flávio, quando recebiam da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, repassavam o dinheiro para a conta de Fabrício, que depositou um cheque no valor de R$ 24 mil para Michele Bolsonaro, primeira-dama do País. O cheque é nominal, portanto, não podem, agora, dizer que foi erro do banco.

O ministro Luiz Fux, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta quinta-feira (17) as investigações sobre movimentações financeiras suspeitas de Fabrício Queiroz, ex-assessor parlamentar e ex-policial militar, que era lotado no gabinete do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). A decisão é temporária.

Fux, que responde pelo plantão judicial do Supremo até o início do mês que vem, suspendeu a investigação até análise do relator, ministro Marco Aurélio Mello, sobre uma reclamação protocolada no STF pela defesa do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). O processo corre em segredo de Justiça.

Nesta tarde, o Ministério Público do Rio de Janeiro informou que a decisão também atinge investigações contra outros assessores da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Em nota, o MPRJ disse que, “pelo fato do procedimento tramitar sob absoluto sigilo, reiterado na decisão do STF, o MPRJ não se manifestará sobre o mérito da decisão”.

Queiroz era assessor do senador Flávio e passou a ser investigado após o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontar “movimentação atípica” de mais de 1,2 milhão de reais entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017.

Alegando motivos de saúde, já que está em tratamento contra um câncer no Hospital Albert Einstein, Queiroz faltou a dois depoimentos marcados para esclarecimento, apesar de ter dado uma entrevista ao SBT dizendo que o dinheiro era oriundo de revenda de carros.

Sua filha e esposa também não compareceram alegando estarem acompanhando o tratamento do pai em São Paulo.

A filha Nathalia já foi lotada no gabinete de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados, onde estava até o mês de novembro.

Flávio Bolsonaro, que não é investigado, também não compareceu a um depoimento marcado argumentando que não teve acesso aos autos do processo.

A proibição das investigações foi atendendo a um pedido de Flávio Bolsonaro.

Se ele não tem qualquer coisa com as transações financeiras estranhas de Fabrício, com quem aparece em festas em diversas fotos, por que ele pediu o fim das investigações?

O que Flávio Bolsonaro quer esconder dos brasileiros? Seu pai se elegeu, defendendo a bandeira do combate aos bandidos, da corrupção e outros e por que se cala diante desta situação?

Por que um funcionário do gabinete do então deputado federal Jair Messias Bolsonaro atestava que a filha de Fabrício Queiroz, a Nathália Queiroz, estava trabalhando no gabinete de Jair, ganhando mais de dez mil reais e outros benefícios, mas, na verdade, ela morava no rio, onde tem emprego e lá sim ia todos os dias?

Qual a verdadeira relação de Fabrício e Flávio?

Para quais pessoas ou qual pessoa ia a dinheirama que os assessores de Flávio Bolsonaro recebiam e depositavam na conta de Fabrício Queiroz?

Por que Sérgio Mor, o superministro da Justiça, paladino da moral, o durão homem da lei, está calado diante das denúncias que envolvem a família Bolsonaro? Logo ele que era um exemplo no combate à corrupção?

MANGANDO DO POVO

A defesa do ex-assessor de Flavio Bolsonaro (PSL), Fabrício Queiroz, divulgou uma nota oficial afirmando que o vídeo em que o motorista aparece dançando com a família no hospital foi feito “no raro momento de descontração na visita deles no Albert Einstein”, “pois ele passaria por uma grave cirurgia nas horas seguintes, inclusive com risco de morte”.

REGISTRO

O advogado de Queiroz, Paulo Klein, afirmou que é importante registrar que o referido vídeo teria sido feito no dia 31 de dezembro à meia noite. “Foi feito dentro do contexto humanamente compreensível, pois trata-se de uma data comemorada universalmente”, disse.

VIRALIZARAM

As imagens viralizaram. O ‘Estado’ confirmou a autenticidade do vídeo com pessoas próximas a Queiroz. Na gravação, o ex-assessor – que, segundo o Coaf, fez movimentações bancárias atípicas – aparece dançando, em meio a gargalhadas, quando a filha diz: “Agora é vídeo, pai! Pega teu amigo, pega teu amigo!”. Ele rodopia em seguida, fazendo um sinal de positivo com as mãos.

DESASTRE

Pessoas próximas a Queiroz avaliaram o vídeo de formas distintas. Para alguns, foi um desastre. E outras afirmaram que o vídeo foi “uma brincadeira de alguns segundos”, “uma descontração entre a família na virada”.

FALTOU

Ele faltou duas vezes a depoimentos marcados no Ministério Público alegando motivos de saúde. Antes de Paulo Klein assumir a sua defesa no caso, Queiroz havia faltado a outros dos depoimentos também, alegando que não havia tido acesso aos autos da investigação.

NOSSA GRANA

Dados oficiais da Câmara dos Deputados comprovam que o então gabinete do presidente Jair Bolsonaro na Casa atestou a frequência normal de trabalho de sua ex-assessora Nathalia Melo de Queiroz, embora ela trabalhe como personal trainer em horário comercial no Rio de Janeiro.

CONFIRMADA

A informação foi revelada pela Rádio CBN e confirmada pelo Estadão via Lei de Acesso à Informação. De acordo com informações prestadas pela Câmara, Nathalia cumpriu uma jornada de 40 horas semanais entre 19 de dezembro de 2016 e 14 de outubro de 2018, período em que estava lotada no gabinete. Não há registros de faltas injustificadas ou licenças em seu nome. Seu salário era de R$ 10 mil mais benefícios.

COMPETÊNCIA

Segundo as regras da Câmara, cabe ao deputado fazer o registro do controle de frequência de seus funcionários mensalmente, mas a atividade pode ser delegada a um assessor do gabinete. Assessores parlamentares podem atuar em Brasília, no Congresso Nacional, ou nas bases dos deputados em seus respectivos Estados.

FILHA

Nathalia é filha do policial militar Fabricio Queiroz, ex-assessor do vereador e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. No início de dezembro, o jornal O Estado de S. Paulo revelou que um relatório do Coaf apontou movimentação atípica de R$ 1,2 milhão em uma conta no nome de Queiroz. O valor se refere ao período entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. Nathalia também é mencionada no documento porque teria repassado ao pai, R$ 84 mil.

IRRITADO

No fim do ano passado, Bolsonaro se irritou ao ser questionado sobre a atuação de Nathalia em seu gabinete e respondeu apenas que a pergunta deveria ser feita ao seu chefe de gabinete. O Estado questionou a Câmara oficialmente sobre quem era o responsável por atestar a frequência dos funcionários do gabinete de Bolsonaro, mas não obteve resposta.

TRABALHO

A reportagem também questionou qual era o trabalho específico desenvolvido por Nathalia para o gabinete mas a Câmara respondeu apenas com as atribuições gerais do cargo de secretário parlamentar, que são: redação de correspondência, discursos e pareceres do parlamentar, atendimento às pessoas encaminhadas ao gabinete, execução de serviços de secretaria e datilográficos, pesquisas, acompanhamento interno e externo de assuntos de interesse do deputado, condução de veículo de propriedade do parlamentar, recebimento e entrega de correspondência, e outras atividades afins inerentes ao respectivo gabinete.claudio1

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