Cláudio Botafogo Messias-OnLine-10-10-2018-quarta-feira

DE QUEM É SERGIPE?

Os sergipanos decidiram colocar no cabo de guerra dois “filhos” do “coronel” senador Antônio Carlos Valadares, PSB. Belivaldo Chagas (filho político) e o deputado federal Antônio Carlos Valadares Filho (biológico). Quis o destino que o senador no final de sua carreira política assista duas de suas crias duelando, para saber quem comandará o Estado, que Valadares já governo, enquanto o filho usava calças curtas e Belivaldo era um dos seus assistentes no Pronese.

Durante décadas, Belivaldo e Valadares foram importantes aliados na política sergipana, até que o governador (que hoje ocupa um cargo que seu benfeito político já teve). Agora se digladiam e o povo é que irá decidir quem é o melhor para os sergipanos.

O deputado avalia que a maioria dos eleitores sergipanos não concorda com o governo que aí está, porque se aprovasse Belivaldo teria ganho no primeiro turno.

Diante desta avaliação, Valadares Filho mantém as esperanças de que ocupará o cargo que já foi do seu pai.

Numa entrevista, em que reconhece a derrota, mas acredita na virada, Valadares Filho fala o que sente nas ruas.

O candidato ao governo Valadares Filho (PSB) conversou com a imprensa em seu comitê logo após a apuração dos votos das eleições 2018. Confirmado no segundo turno, Valadares agradeceu os votos e interpretou que o resultado indica rejeição do eleitorado ao atual governo.

“Ninguém dizia que eu chegaria até aqui, até porque eu estava enfrentando dois grandes grupos políticos. Um nós já derrotamos. E ficou claro que 60% do povo sergipano não aceita este governo. Tenho a imensa responsabilidade de representá-los e Vamos levar a mesma mensagem: a renovação política que Sergipe tanto precisa”.

Valadares também comentou sobre as pesquisas eleitorais. “Sempre fui um homem público que não fica preso a resultados de pesquisas. No Brasil inteiro elas não demonstraram acertos, não combinaram com o que o eleitor estava pensando. Todas diziam que Valadares Filho não ia a lugar nenhum. E nós enfrentamos dois grandes grupos políticos e conseguimos chegar no segundo turno. Nossa aliança agora é com a sociedade”.

Filho também comentou sobre possíveis alianças para o segundo turno. “Todos aqueles que representam uma nova forma de governar, que são ficha limpa, éticos, serão procurados por mim, sem dúvida. Vamos colocar para o povo de Sergipe que este governo está destruindo nosso estado e deixando-o atrasado em todas as áreas”.

NOVOS

Recém-eleitos para a Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), os vereadores Iran Barbosa (PT) e Kitty Lima (Rede) serão substituídos pelos suplentes José Válter (PSD) e Cabo Didi (Rede) em 2019.

SUBSTITUIÇÃO

O presidente Nitinho Vitale (PSD) afirmou que não há complicações para fazer a substituição no fim do ano. “Os vereadores estão aqui até 31 de dezembro. A Alese tomará as providências para convidar os eleitos para preparar documentação e posse, e a CMA fará o mesmo para os suplentes tomarem posse como vereadores. É muito simples. Basta comunicar oficialmente, eles já estão sabendo, e aí trarão a documentação”.

EXPERIÊNCIA

Iran Barbosa usará da experiência para exercer um bom mandato como deputado estadual. “Esse será um desafio que nos impõe a necessidade de ampliar o diálogo com a população, porque hoje temos um foco muito centrado em Aracaju. Vou me valer da experiência de deputado federal, vou procurar me planejar bem para os quatro anos. Torço para que Zé Valter consiga fazer um trabalho produtivo, voltado para os interesses mais legítimos do povo aracajuano. De lá da Alese vou continuar acompanhando o trabalho”.

VOLUNTÁRIOS

Kitty falou sobre o Cabo Didi. “Ele tem um projeto voluntário que tira crianças do mundo das drogas com os esportes. Já falei com ele para conseguir levar os projetos para frente, na mesma linha de raciocínio. Vai dar tudo certo”.

JANEIRO

De acordo com o presidente, os dois novos vereadores irão assumir uma cadeira no plenário Abrahão Crispim no dia 1º de janeiro.

MAIS MULHERES

Na próxima legislatura, as mulheres terão mais espaço na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese). No último domingo, 7, foram eleitos os deputados estaduais que terão mandato no quadriênio 2019-2022.

MULHERES

O número de mulheres aumentou para seis. Foram reeleitas Goretti Reis (PSD) e Maria Mendonça (PSDB). Preencherão novas vagas Kitty Lima (Rede), Janier Mota (PR), Maísa Mitidieri (PSD) e Diná Almeida (Podemos).

QUATRO

Hoje, as mulheres ocupam quatro vagas: além de Maria e Goretti, tem Sílvia Fontes (PDT), que concorre a vice-governadora e Ana Lúcia (PT), que irá se aposentar das atividades parlamentares.

PROCURADORIA DA MULHER

Presidente da Procuradoria da Mulher, Goretti Reis acredita que as novas companheiras  serão importantes na elaboração de políticas públicas para mulheres. “Foi um avanço para a luta e conquista do emponderamento feminino e participação na política. Com essas seis, teremos mais forças para, unidas, fazer com que políticas contra violência doméstica, como a patrulha Maria da Penha sejam implantadas, que a gente consiga incluir nisso as delegacias do interior, que fiquem abertas no fim de semana. Precisamos lutar para que essas injustiças possam ser sanadas”.

MAIS ESPAÇOS

Kitty Lima, que hoje é vereadora da Câmara de Aracaju e passará para a Alese no próximo ano, falou em conquistar mais espaços. “Falamos tanto que a mulher precisa ocupar seus espaços. É um numero maior, mas são apenas seis em um universo de 24. No entanto, estamos avançando, provando que mulher pode ocupar os espaços, que tem força para combater o sistema corrupto. Precisamos de mulheres fortes. Esse não é um universo somente masculino”.

ABUSO ELEITORAL

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) está investigando denúncias de supostos abusos de poder político e econômico que teriam sido cometidos por candidatos durante o pleito eleitoral ocorrido no domingo, dia 7. De acordo com informações do secretário judiciário do tribunal, Marcos Vinícius Linhares, há, em tramitação na Corte Eleitoral, pelo menos cinco representações formalizadas por coligações e adversários contra políticos que disputaram as eleições.

DISTRIBUIÇÃO

Estas representações já foram distribuídas entre os membros do TRE e a perspectiva é que sejam julgadas até o final deste ano, antes mesmo da diplomação que deverá ocorrer até o dia 19 de dezembro, conforme calendário definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Algumas representações estão em fase de defesa e outras em estágio mais avançado, na instrução com a oitiva de testemunhas, segundo Vinícius Linhares.

MAIS REPRESENTAÇÕES

Outras representações deverão surgir. Há os inquéritos policiais em andamento na Polícia Federal e também na Polícia Civil, que envolvem as prisões ocorridas no domingo, 7, com indícios graves por supostos crimes eleitorais destacados como compra de votos. Estes inquéritos policiais, quando concluídos, seguirão para o Ministério Público Eleitoral nas respectivas comarcas para emissão de parecer e, se for o caso, passar pelos trâmites legais até julgamento final do Tribunal Regional Eleitoral ou até mesmo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a maior instância da Justiça Eleitoral no país.

PARALELA

Paralelamente, a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), órgão vinculado ao Ministério Público Federal (MPF), também está avaliando as denúncias e poderá ingressar com representações junto ao TRE. Para estes casos, a Procuradoria Regional Eleitoral tem prazo para ajuizar as ações até a diplomação, que deve ocorrer até o dia 19 de dezembro.

EM UM ANO

O julgamento destas ações nos tribunais eleitorais deve ocorrer em um prazo máximo de um ano, conforme recomendações do Tribunal Superior Eleitoral. A perspectiva, segundo Vinícius Linhares, é que o julgamento das representações que já estão tramitando ocorra antes mesmo da diplomação e as demais em menos de um ano, atendendo os prazos estabelecidos pela Justiça Eleitoral.claudio

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